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Como Balzac escrevia seus livros?

São notáveis os hábitos de trabalho em que se dispunha Balzac—embora não conseguisse trabalhar rapidamente, esforçava-se com dedicação e foco incríveis. Seu método preferido era comer uma rápida refeição às cinco ou seis horas da tarde, e então dormir até meia-noite. Depois do descanso, levantava-se na madrugada e escrevia por muito tempo, às vezes interrupdamente, com pausas apenas para tomar algumas xícaras de café preto, pois, conforme escreveu, “O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento.”[57] Costumava trabalhar em um único trecho por cerca de quinze horas ou mais; chegou a declarar que certa vez trabalhou interrupdamente por 48 horas com apenas três horas de descanso.[58]

Primeira página dos esboços de Béatrix.

Além disso, realizava revisões obsessivamente, cobrindo provas de impressão com mudanças e adições a serem repostas. Por vezes repetia este processo durante a publicação de um livro e como resultado criava despesas significativas para si próprio e seu editor.[59] Não raro o produto final era muito diferente da ideia concebida anteriormente e do livro original. Embora alguns de seus livros nunca tenham chegado a um estado final, como Les employés (1841), eles não deixam de ser notados pelos críticos.[6

monikornellas asked: Sim! E acho que é assim que tem que ser, pois é o contraponto de toda invisibilidade pessoal e social que vivemos até alguns atrás...
Mas tudo tem um porquê, né não?

Concordo! TUDO! hehehe bjs

Jack & Jill: A Love Story (Ogilvy Promo Video)

Uma imagem explica a diferença básica entre publicidade convencional e social media.

Uma imagem explica a diferença básica entre publicidade convencional e social media.

Novo infográfico com o entretenimento para cada uma das gerações.

Novo infográfico com o entretenimento para cada uma das gerações.

iPod Vs Walkman: como os japonezinhos da Sony, mestres milenares na arte da observação,  não puderam perceber isso antes dos maconheiros da Califórnia?

iPod Vs Walkman: como os japonezinhos da Sony, mestres milenares na arte da observação, não puderam perceber isso antes dos maconheiros da Califórnia?

Vejam um exemplo raro de um hábito de consumo prestes a de extinguir. Uma representante da geração babyboomers (talvez antes até : ) prestes a comprar uma penca de DVDs!
O fato é que jamais veremos um representante da geração Y ou Z exercendo esse hábito de consumo.

Vejam um exemplo raro de um hábito de consumo prestes a de extinguir. Uma representante da geração babyboomers (talvez antes até : ) prestes a comprar uma penca de DVDs! O fato é que jamais veremos um representante da geração Y ou Z exercendo esse hábito de consumo.

Geração Y, Millennials, Naturals, Nativos, Garotos Perdidos….
Diferentemente de seus pais, conhecidos como imigrantes, eles não possuem nenhum elo emocional com o papel ou com suportes físicos. Cheirinho de um jornal de papel? Bullshit. Barulhinho da agulha no disco de vinil? Bullshit. Toque das mãos no folhear de um livro de papel? Bullshit. É uma geração que valoriza mais o imagético do que o físico. O parecer é infinitamente mais importante do que o ser. Se a geração anterior já iniciou um processo de adoração ao espetáculo, esta o idolatra. Vive imersa 24/7 no espetáculo. Não existe ON ou OFF para esta geração. É uma geração alawys ON, always alive. Respira o espetáculo sem sequer perceber-se dentro ou fora dele. O próprio hábito ter um avatar constitui-se em um exercício de flertar com uma representação imagética de si próprio. Trata-se de uma espetacularização de si próprio. E o que dizer dos consultórios de cirurgia plástica lotados de adolescentes buscando uma imagem que se aproxime daquela que figura em sua página do Facebook, criada com auxílio do photoshop? Ora, poderíamos afirmar que o cirurgião plástico nada mais é do que um manipulador de photoshop da vida real, não?

Geração Y, Millennials, Naturals, Nativos, Garotos Perdidos….

Diferentemente de seus pais, conhecidos como imigrantes, eles não possuem nenhum elo emocional com o papel ou com suportes físicos. Cheirinho de um jornal de papel? Bullshit. Barulhinho da agulha no disco de vinil? Bullshit. Toque das mãos no folhear de um livro de papel? Bullshit. É uma geração que valoriza mais o imagético do que o físico. O parecer é infinitamente mais importante do que o ser. Se a geração anterior já iniciou um processo de adoração ao espetáculo, esta o idolatra. Vive imersa 24/7 no espetáculo. Não existe ON ou OFF para esta geração. É uma geração alawys ON, always alive. Respira o espetáculo sem sequer perceber-se dentro ou fora dele. O próprio hábito ter um avatar constitui-se em um exercício de flertar com uma representação imagética de si próprio. Trata-se de uma espetacularização de si próprio. E o que dizer dos consultórios de cirurgia plástica lotados de adolescentes buscando uma imagem que se aproxime daquela que figura em sua página do Facebook, criada com auxílio do photoshop? Ora, poderíamos afirmar que o cirurgião plástico nada mais é do que um manipulador de photoshop da vida real, não?

Link para assinar o abaixo-assinado “Eu Compraria Esse Livro”http://www.ipetitions.com/petition/eucomprariaesselivro/

Link para assinar o abaixo-assinado “Eu Compraria Esse Livro”
http://www.ipetitions.com/petition/eucomprariaesselivro/

O espetáculo refletido na parede da caverna
Toda vez que releio a Alegoria da Caverna de Platão fico abismado com a  profundidade de mensagens e interpretações que podem ser encontradas  nesta fábula. Além de ficar perplexo com o nível de previdência que Platão atingiu com sua parábola. De Debord a Baudrillard, de Admirável Mundo Novo a Matrix, de Gatacca a Avatar, todos beberam na fonte de Platão. Todos descrevendo uma sociedade encantada pela ilusão da imagem. Uma sociedade que idolatra o parecer e o ter em detrimento do ser.

O espetáculo refletido na parede da caverna

Toda vez que releio a Alegoria da Caverna de Platão fico abismado com a profundidade de mensagens e interpretações que podem ser encontradas nesta fábula. Além de ficar perplexo com o nível de previdência que Platão atingiu com sua parábola. De Debord a Baudrillard, de Admirável Mundo Novo a Matrix, de Gatacca a Avatar, todos beberam na fonte de Platão. Todos descrevendo uma sociedade encantada pela ilusão da imagem. Uma sociedade que idolatra o parecer e o ter em detrimento do ser.

Comunicação Boliche X Comunicação Pinball
Essa analogia tem sido mencionada pelo Walter Longo em suas  palestras. Ele afirma que o modelo de comunicação antigamente era  boliche e hoje é pinball. Realmente o exercício lúdico procede em  diversos aspectos. No boliche, temos uma bola (a mensagem) lançada pelo  emissor de forma unilateral através de uma única opção de canal  objetivando atingir o máximo de pinos (receptores) possíveis. Os pinos  são todos iguais, formando uma massa homogênea, e estão estáticos a  espera da mensagem. A pista (o meio) é direta, previsível sendo a  canaleta a dispersão da audiência e possibilidade de ruído.
Já no pinball, o universo de possibilidades, riscos, e também,  resultados, é infinitamente maior, mais complexo e desafiador. Podem  existir várias bolas (mensagens) ao mesmo tempo sendo totalmente  imprevisível o que, quem, como e quando elas vão atingir e impactar um  alvo ou não. Ao invés de um único canal, monótono, direto, na  comunicação pinball existe uma infinidade de canais, pontos de contato,  meios e formas para a mensagem atingir os alvos. E o alvo, o que  aconteceu com ele? O alvo não está mais estático, imóvel, homogêneo. Na  comunicação pinball, o alvo é diversificado, heterogêneo, se  apresentando nas mais variadas formas e oferecendo diferentes  possibilidades de resultados.
Porém, se por um lado a comunicação pinball oferece um amplo universo  de possibilidades, por outro lado também oferece uma complexidade  latente de riscos de ruído, dispersão e fragmentação, o que faz com que  tenhamos que ser cada vez mais plurais, estratégicos, segmentados e  criativos.

Comunicação Boliche X Comunicação Pinball

Essa analogia tem sido mencionada pelo Walter Longo em suas palestras. Ele afirma que o modelo de comunicação antigamente era boliche e hoje é pinball. Realmente o exercício lúdico procede em diversos aspectos. No boliche, temos uma bola (a mensagem) lançada pelo emissor de forma unilateral através de uma única opção de canal objetivando atingir o máximo de pinos (receptores) possíveis. Os pinos são todos iguais, formando uma massa homogênea, e estão estáticos a espera da mensagem. A pista (o meio) é direta, previsível sendo a canaleta a dispersão da audiência e possibilidade de ruído.

Já no pinball, o universo de possibilidades, riscos, e também, resultados, é infinitamente maior, mais complexo e desafiador. Podem existir várias bolas (mensagens) ao mesmo tempo sendo totalmente imprevisível o que, quem, como e quando elas vão atingir e impactar um alvo ou não. Ao invés de um único canal, monótono, direto, na comunicação pinball existe uma infinidade de canais, pontos de contato, meios e formas para a mensagem atingir os alvos. E o alvo, o que aconteceu com ele? O alvo não está mais estático, imóvel, homogêneo. Na comunicação pinball, o alvo é diversificado, heterogêneo, se apresentando nas mais variadas formas e oferecendo diferentes possibilidades de resultados.

Porém, se por um lado a comunicação pinball oferece um amplo universo de possibilidades, por outro lado também oferece uma complexidade latente de riscos de ruído, dispersão e fragmentação, o que faz com que tenhamos que ser cada vez mais plurais, estratégicos, segmentados e criativos.

Nunca vivemos em uma sociedade tão exibicionista, voyeur, espetaculosa, narcisista, individualista, imediatista, hedonista e anarquista quanto agora
– Raul Santa Helena

Art&Copy é um excelente documentário sobre os dilemas e desafios da publicidade no cenário caótico atual.

Pelo documentário, descobre-se por exemplo que 65% dos americanos acreditam que são permanentemente bombardeados com demasiada quantidade de propaganda.

Social Behavior Placement é quando algum conteúdo de entretenimento incentiva comportamentos socialmente responsáveis e recomendáveis. Como a Globo tem feito em diversas novelas em relação ao alcoolismo, ao preconceito de diversas espécies, ao respeito aos cadeirantes. E como nessa cena antológica com George Clooney e Susan Sarandon. Só esta cena é mais convincente e convencedora do que qualquer comercial de 30” poderia supor em ser. Você termina de assistir ao episódio e tem vontade de se tornar um doador de órgãos na hora.

Susan Sarandon faz o papel de uma avó que perdeu o neto em um acidente. O episódio mostra o seu dilema em autorizar a doação de órgãos pois seu neto teve um espasmo na UTI e apertou sua mão. Mesmo depois dos médicos comprovarem a morte cerebral ela tinha receio de autorizar a doação. Até o George Clooney entrar na sala e convencê-la. Excelente exemplo de social behavior placement.

An agency that is not willing to die for a good idea will be killed anyway
– @John_Hegarty

Como Balzac escrevia seus livros?

São notáveis os hábitos de trabalho em que se dispunha Balzac—embora não conseguisse trabalhar rapidamente, esforçava-se com dedicação e foco incríveis. Seu método preferido era comer uma rápida refeição às cinco ou seis horas da tarde, e então dormir até meia-noite. Depois do descanso, levantava-se na madrugada e escrevia por muito tempo, às vezes interrupdamente, com pausas apenas para tomar algumas xícaras de café preto, pois, conforme escreveu, “O café é a bebida que desliza para o estômago e põe tudo em movimento.”[57] Costumava trabalhar em um único trecho por cerca de quinze horas ou mais; chegou a declarar que certa vez trabalhou interrupdamente por 48 horas com apenas três horas de descanso.[58]

Primeira página dos esboços de Béatrix.

Além disso, realizava revisões obsessivamente, cobrindo provas de impressão com mudanças e adições a serem repostas. Por vezes repetia este processo durante a publicação de um livro e como resultado criava despesas significativas para si próprio e seu editor.[59] Não raro o produto final era muito diferente da ideia concebida anteriormente e do livro original. Embora alguns de seus livros nunca tenham chegado a um estado final, como Les employés (1841), eles não deixam de ser notados pelos críticos.[6

monikornellas asked: Sim! E acho que é assim que tem que ser, pois é o contraponto de toda invisibilidade pessoal e social que vivemos até alguns atrás...
Mas tudo tem um porquê, né não?

Concordo! TUDO! hehehe bjs

Jack & Jill: A Love Story (Ogilvy Promo Video)

Uma imagem explica a diferença básica entre publicidade convencional e social media.

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Novo infográfico com o entretenimento para cada uma das gerações.

Novo infográfico com o entretenimento para cada uma das gerações.

iPod Vs Walkman: como os japonezinhos da Sony, mestres milenares na arte da observação,  não puderam perceber isso antes dos maconheiros da Califórnia?

iPod Vs Walkman: como os japonezinhos da Sony, mestres milenares na arte da observação, não puderam perceber isso antes dos maconheiros da Califórnia?

Vejam um exemplo raro de um hábito de consumo prestes a de extinguir. Uma representante da geração babyboomers (talvez antes até : ) prestes a comprar uma penca de DVDs!
O fato é que jamais veremos um representante da geração Y ou Z exercendo esse hábito de consumo.

Vejam um exemplo raro de um hábito de consumo prestes a de extinguir. Uma representante da geração babyboomers (talvez antes até : ) prestes a comprar uma penca de DVDs! O fato é que jamais veremos um representante da geração Y ou Z exercendo esse hábito de consumo.

Geração Y, Millennials, Naturals, Nativos, Garotos Perdidos….
Diferentemente de seus pais, conhecidos como imigrantes, eles não possuem nenhum elo emocional com o papel ou com suportes físicos. Cheirinho de um jornal de papel? Bullshit. Barulhinho da agulha no disco de vinil? Bullshit. Toque das mãos no folhear de um livro de papel? Bullshit. É uma geração que valoriza mais o imagético do que o físico. O parecer é infinitamente mais importante do que o ser. Se a geração anterior já iniciou um processo de adoração ao espetáculo, esta o idolatra. Vive imersa 24/7 no espetáculo. Não existe ON ou OFF para esta geração. É uma geração alawys ON, always alive. Respira o espetáculo sem sequer perceber-se dentro ou fora dele. O próprio hábito ter um avatar constitui-se em um exercício de flertar com uma representação imagética de si próprio. Trata-se de uma espetacularização de si próprio. E o que dizer dos consultórios de cirurgia plástica lotados de adolescentes buscando uma imagem que se aproxime daquela que figura em sua página do Facebook, criada com auxílio do photoshop? Ora, poderíamos afirmar que o cirurgião plástico nada mais é do que um manipulador de photoshop da vida real, não?

Geração Y, Millennials, Naturals, Nativos, Garotos Perdidos….

Diferentemente de seus pais, conhecidos como imigrantes, eles não possuem nenhum elo emocional com o papel ou com suportes físicos. Cheirinho de um jornal de papel? Bullshit. Barulhinho da agulha no disco de vinil? Bullshit. Toque das mãos no folhear de um livro de papel? Bullshit. É uma geração que valoriza mais o imagético do que o físico. O parecer é infinitamente mais importante do que o ser. Se a geração anterior já iniciou um processo de adoração ao espetáculo, esta o idolatra. Vive imersa 24/7 no espetáculo. Não existe ON ou OFF para esta geração. É uma geração alawys ON, always alive. Respira o espetáculo sem sequer perceber-se dentro ou fora dele. O próprio hábito ter um avatar constitui-se em um exercício de flertar com uma representação imagética de si próprio. Trata-se de uma espetacularização de si próprio. E o que dizer dos consultórios de cirurgia plástica lotados de adolescentes buscando uma imagem que se aproxime daquela que figura em sua página do Facebook, criada com auxílio do photoshop? Ora, poderíamos afirmar que o cirurgião plástico nada mais é do que um manipulador de photoshop da vida real, não?

Link para assinar o abaixo-assinado “Eu Compraria Esse Livro”http://www.ipetitions.com/petition/eucomprariaesselivro/

Link para assinar o abaixo-assinado “Eu Compraria Esse Livro”
http://www.ipetitions.com/petition/eucomprariaesselivro/

O espetáculo refletido na parede da caverna
Toda vez que releio a Alegoria da Caverna de Platão fico abismado com a  profundidade de mensagens e interpretações que podem ser encontradas  nesta fábula. Além de ficar perplexo com o nível de previdência que Platão atingiu com sua parábola. De Debord a Baudrillard, de Admirável Mundo Novo a Matrix, de Gatacca a Avatar, todos beberam na fonte de Platão. Todos descrevendo uma sociedade encantada pela ilusão da imagem. Uma sociedade que idolatra o parecer e o ter em detrimento do ser.

O espetáculo refletido na parede da caverna

Toda vez que releio a Alegoria da Caverna de Platão fico abismado com a profundidade de mensagens e interpretações que podem ser encontradas nesta fábula. Além de ficar perplexo com o nível de previdência que Platão atingiu com sua parábola. De Debord a Baudrillard, de Admirável Mundo Novo a Matrix, de Gatacca a Avatar, todos beberam na fonte de Platão. Todos descrevendo uma sociedade encantada pela ilusão da imagem. Uma sociedade que idolatra o parecer e o ter em detrimento do ser.

Comunicação Boliche X Comunicação Pinball
Essa analogia tem sido mencionada pelo Walter Longo em suas  palestras. Ele afirma que o modelo de comunicação antigamente era  boliche e hoje é pinball. Realmente o exercício lúdico procede em  diversos aspectos. No boliche, temos uma bola (a mensagem) lançada pelo  emissor de forma unilateral através de uma única opção de canal  objetivando atingir o máximo de pinos (receptores) possíveis. Os pinos  são todos iguais, formando uma massa homogênea, e estão estáticos a  espera da mensagem. A pista (o meio) é direta, previsível sendo a  canaleta a dispersão da audiência e possibilidade de ruído.
Já no pinball, o universo de possibilidades, riscos, e também,  resultados, é infinitamente maior, mais complexo e desafiador. Podem  existir várias bolas (mensagens) ao mesmo tempo sendo totalmente  imprevisível o que, quem, como e quando elas vão atingir e impactar um  alvo ou não. Ao invés de um único canal, monótono, direto, na  comunicação pinball existe uma infinidade de canais, pontos de contato,  meios e formas para a mensagem atingir os alvos. E o alvo, o que  aconteceu com ele? O alvo não está mais estático, imóvel, homogêneo. Na  comunicação pinball, o alvo é diversificado, heterogêneo, se  apresentando nas mais variadas formas e oferecendo diferentes  possibilidades de resultados.
Porém, se por um lado a comunicação pinball oferece um amplo universo  de possibilidades, por outro lado também oferece uma complexidade  latente de riscos de ruído, dispersão e fragmentação, o que faz com que  tenhamos que ser cada vez mais plurais, estratégicos, segmentados e  criativos.

Comunicação Boliche X Comunicação Pinball

Essa analogia tem sido mencionada pelo Walter Longo em suas palestras. Ele afirma que o modelo de comunicação antigamente era boliche e hoje é pinball. Realmente o exercício lúdico procede em diversos aspectos. No boliche, temos uma bola (a mensagem) lançada pelo emissor de forma unilateral através de uma única opção de canal objetivando atingir o máximo de pinos (receptores) possíveis. Os pinos são todos iguais, formando uma massa homogênea, e estão estáticos a espera da mensagem. A pista (o meio) é direta, previsível sendo a canaleta a dispersão da audiência e possibilidade de ruído.

Já no pinball, o universo de possibilidades, riscos, e também, resultados, é infinitamente maior, mais complexo e desafiador. Podem existir várias bolas (mensagens) ao mesmo tempo sendo totalmente imprevisível o que, quem, como e quando elas vão atingir e impactar um alvo ou não. Ao invés de um único canal, monótono, direto, na comunicação pinball existe uma infinidade de canais, pontos de contato, meios e formas para a mensagem atingir os alvos. E o alvo, o que aconteceu com ele? O alvo não está mais estático, imóvel, homogêneo. Na comunicação pinball, o alvo é diversificado, heterogêneo, se apresentando nas mais variadas formas e oferecendo diferentes possibilidades de resultados.

Porém, se por um lado a comunicação pinball oferece um amplo universo de possibilidades, por outro lado também oferece uma complexidade latente de riscos de ruído, dispersão e fragmentação, o que faz com que tenhamos que ser cada vez mais plurais, estratégicos, segmentados e criativos.

Nunca vivemos em uma sociedade tão exibicionista, voyeur, espetaculosa, narcisista, individualista, imediatista, hedonista e anarquista quanto agora
– Raul Santa Helena

Art&Copy é um excelente documentário sobre os dilemas e desafios da publicidade no cenário caótico atual.

Pelo documentário, descobre-se por exemplo que 65% dos americanos acreditam que são permanentemente bombardeados com demasiada quantidade de propaganda.

Social Behavior Placement é quando algum conteúdo de entretenimento incentiva comportamentos socialmente responsáveis e recomendáveis. Como a Globo tem feito em diversas novelas em relação ao alcoolismo, ao preconceito de diversas espécies, ao respeito aos cadeirantes. E como nessa cena antológica com George Clooney e Susan Sarandon. Só esta cena é mais convincente e convencedora do que qualquer comercial de 30” poderia supor em ser. Você termina de assistir ao episódio e tem vontade de se tornar um doador de órgãos na hora.

Susan Sarandon faz o papel de uma avó que perdeu o neto em um acidente. O episódio mostra o seu dilema em autorizar a doação de órgãos pois seu neto teve um espasmo na UTI e apertou sua mão. Mesmo depois dos médicos comprovarem a morte cerebral ela tinha receio de autorizar a doação. Até o George Clooney entrar na sala e convencê-la. Excelente exemplo de social behavior placement.

An agency that is not willing to die for a good idea will be killed anyway
– @John_Hegarty
Como Balzac escrevia seus livros?
"Nunca vivemos em uma sociedade tão exibicionista, voyeur, espetaculosa, narcisista, individualista, imediatista, hedonista e anarquista quanto agora"
"An agency that is not willing to die for a good idea will be killed anyway"

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Um espaço de inteligência coletiva para praticarmos o exercício colaborativo da observação das transformações que vem ocorrendo na relação das pessoas com os meios de comunicação e com as marcas. Participe, colabore, comente, escreva seu próprio post.